Em clima de nostalgia, Guga repete 1997 e derrota Sergi Bruguera em Florianópolis, no jogo-exibição que fez parte da Semana Guga Kuerten de tênis.
O brasileiro joga bem e, em casa, vence reedição da final de Roland Garros. As paralelas de esquerda estavam lá. Também reapareceram os aces e as direitas vencedoras que ajudaram Gustavo Kuerten a derrotar Sergi Bruguera na final de Roland Garros em 1997.
O jogo consistente do espanhol também esteve em quadra, mas, para a felicidade dos cinco mil torcedores que lotaram a quadra montada na Passarela do Samba Nego Quirido, Guga voltou a bater Bruguera e saiu com a vitória por 7/6 (7-3) e 6/4.
Taticamente, a partida não foi muito diferente da final de 1997. Guga buscou o controle dos pontos e atacou o quanto pôde. Executou várias bolas vencedoras, mas também errou voleios – fundamento que nunca foi seu forte. Bruguera, por sua vez, fez seu jogo baseado em trocas de bola e muita regularidade.
A diferença esteve no físico. O brasileiro parou várias vezes para ajustar o quadril lesionado e não conseguiu se deslocar com velocidade quando precisou. Mesmo assim, foi superior nas horas importantes.
“O jogo teve bolas sensacionais, passadas, paralelas, curtinhas. Hoje, a gente oscila mais, mas porque a cabeça não está mais naquele intuito de massacrar o adversário o tempo inteiro” – disse Guga.
As dores no quadril lesionado – que encurtou a carreira de Guga – voltaram a incomodar, mas nada além do esperado pelo tenista.
“A dor foi dentro do padrão. Sinto sempre um pouco de incômodo, mas não afeta meu jogo em si. Só faz com que eu oscile um pouco mais e me desequilibre um pouco” – relata o brasileiro.
Guga não escondeu a emoção após a vitória: ‘Esse jogo me fez relembrar grandes momentos. Tudo que o tênis proporcionou eu pude compartilhar com vocês (torcedores). O carinho que vocês tem por mim é muito mais do que o tênis já me deu. Isso me motiva em muitos âmbitos. O tênis faz parte da minha vida, não consigo me desvincular dele, assim como não consigo me desvincular de vocês. É o início de um novo projeto. Hoje simboliza esse pontapé inicial em tê-los aqui comigo. Seria bom se ele pudesse voltar, porque o Sergi é uma pessoa maravilhosa” – disse Guga para o público logo depois do fim do jogo. Bruguera devolveu os elogios.
“Foi um prazer voltar a jogar aqui mais uma vez e perder novamente. Guga jogou bem e mereceu. Ele é um grande exemplo. Não fosse o quadril, Guga estaria perto dos primeiros do mundo” – afirma Bruguera.
Bem-humorado na coletiva realizada depois da partida, o espanhol disse ainda que o resultado seria o mesmo se o jogo fizesse parte de um torneio do circuito mundial.
“Ele sempre ganhou de mim. Não creio que fosse diferente” – disse, sorrindo.
Depois da final de Roland Garros em 1997, Guga e Bruguera duelaram no circuito mundial
duas vezes, e o brasileiro venceu ambas.
Aces solidários
A partida arrecadou R$ 16 mil graças aos 16 aces que Guga e Bruguera dispararam no jogo.
Logo após a partida, o valor foi doado pelo patrocinador a Alice Kuerten, que chefia o Instituto Guga Kuerten. A entidade trabalha a inclusão social por meio do esporte.
Um ano depois de parar, Guga nega rótulo de aposentado e trabalha em prol do tênis.
No dia 25 de maio de 2008, Gustavo Kuerten fez sua última partida de simples como tenista profissional. Pouco mais de um ano depois, o tricampeão de Roland Garros já não se contenta em ser um ex-atleta. Guga tampouco aceita o rótulo de tenista aposentado. Sua missão, agora assumida publicamente, é ajudar o desenvolvimento do tênis.
vídeo e fotos: crédito globo.com
Assista reportagem sobre o evento.
Assista a Final de Roland Garros 97
Gostaria de saber se o guga tem uma escolinha de tenis e o mail o pagina…
obrigado