Ao som de “Simply the best”, hit de Tina Turner que embalou a conquista da Masters Cup de Lisboa em 2000, Gustavo Kuerten recebeu nesta sexta-feira – 12/03/10 – a primeira homenagem pelos 10 anos do título de número 1 do mundo.
Emocionado após rever no telão do Maracanãzinho imagens da competição que o levou ao topo do ranking, Guga recebeu das mãos do ex-rival Marat Safin um troféu comemorativo ao aniversário do feito histórico durante o primeiro dia de disputa do Banco Cruzeiro do Sul Rio Champions.
Maior tenista brasileiro de todos os tempos, Guga foi o primeiro tenista sul-americano a terminar o ano como número 1 do mundo e permaneceu no topo do ranking por 43 semanas.
Dez anos depois, lembra em detalhes cada jogo daquela Masters Cup histórica, em que ele fez história ao se tornar o primeiro tenista a vencer os americanos Andre Agassi e Pete Sampras no mesmo torneio.
“Fazia muito tempo que eu não erguia um troféu, perdi até a prática”, brincou Guga, após ouvir dos fotógrafos pedidos para levantar a taça entregue pela organização do torneio.
“É muito emocionante rever essas imagens e receber uma homenagem como essa, em especial ao lado de caras como o Jim (Courier) e o Marat (Safin), que também foram número 1 do mundo. Sinto um orgulho muito grande não só pela conquista, mas também por ter feito parte da vida das pessoas de alguma maneira, de ter deixado essa marca. Agradeço a todos por esse carinho e estou muito feliz de estar neste evento, que é uma coisa quase inédita no Brasil. Ter três caras que foram número 1 do mundo jogando aqui é muito importante para o tênis brasileiro”.
Rival direto do brasileiro na briga pelo topo do ranking, Safin brincou durante a coletiva de abertura do torneio dizendo que jamais perdoaria Guga por ter lhe roubado o posto de número 1 do mundo. O brasileiro admitiu que os dois costumam fazer piadas sobre o assunto, mas ressaltou que os “quases” fazem parte do esporte.
“A gente vive de grandes sensações e de muitos ‘quases’. Assim como eu roubei o título de número 1 do Safin, no ano seguinte o (australiano Lleyton) Hewitt tirou meu lugar na última semana. Poderia ter terminado duas temporadas seguidas em primeiro do ranking, mas também fiquei no ‘quase’”, disse Guga.
Calçada da fama – Neste sábado, após a primeira semifinal, Guga colocará suas mãos na calçada da fama do Maracanãzinho, ao lado de Safin, do americano Jim Courier, do sueco Mats Wilander (todos ex-números 1 do mundo) e dos brasileiro Fernando Meligeni e Thomaz Koch. O tricampeão de Roland Garros comentou a emoção de deixar sua marca ao lado do Maracanã.
“O Maracanã é um símbolo de sonho, onde já pisaram Pelé, Zico, tantos ídolos. Só tenho imagens positivas do estádio. Fico muito feliz por estar aqui eternizado no templo do esporte. Para mim o Maracanã lembra vitória, então é um lugar que sempre me incentivou no esporte”.
Foto: João Pires/Divulgação
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