O suíço Roger Federer conheceu nesta segunda-feira sua mais baixa classificação no ranking internacional desde novembro de 2003. Ao ser eliminado ainda nas quartas-de-final de Wimbledon, onde defendia o título do ano passado, ele caiu pela primeira vez para o terceiro lugar desde que iniciou seu domínio nas quadras.
Em apenas cinco meses de temporada 2010, Federer foi do sucesso absoluto à condição de coadjuvante. Começou com a conquista de seu 16º Grand Slam no Aberto da Austrália, o que reafirmou a então liderança do ranking, que mantinha desde julho. Mas desde então só colecionou frustrações. Ganhou apenas dois jogos nos Masters norte-americanos de março, sequer passou da estreia quando foi para o sabro de Roma e só voltou a disputar um título no começo de maio, batido em dois sets por Nadal em Madri.
Roland Garros era seu primeiro grande desafio da temporada. Como campeão do ano anterior, sonhava em superar o recorde de semanas na liderança de Pete Sampras, mas ao mesmo tempo colocava em risco a liderança do ranking caso não chegasse ao menos à semifinal. E acabou batido justamente uma rodada antes pelo sueco Robin Soderling por 3 sets a 1. Com o pentacampeonato de Rafael Nadal confirmado, caiu para o número 2 e deixou a reação para a grama.
Mas nem assim Federer voltou às conquistas. Depois de fazer ótimas partidas em Halle, um torneio em que dominou por seis anos, perdeu a decisão para o quase veterano Lleyton Hewitt. O que parecia um acidente de percurso se materializou em drama logo na estreia de Wimbledon, em que escapou da derrota para o colombiano Alejandro Falla quase por milagre. Por fim, acabou eliminado nas quartas pelo tcheco Tomas Berdych, o que lhe custou a perda de novos 1.640 pontos.
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